sexta-feira, 29 de abril de 2011

O Código Florestal e o Brasil:

O que o Greenpeace pensa sobre a reforma do Código Florestal em curso no Congresso e como ela pode ser aprimorada.

   O Código Florestal, publicado originalmente em 1934, sofreu modificações ao longo dos anos, mas sempre manteve como ponto central a proteção do patrimônio ambiental brasileiro. 
   Esse patrimônio é bem mais que um monte de árvores e bichos. Nossa biodiversidade cumpre uma função econômica relevante. É ela que em última análise garante a abundância da água e a riqueza dos nossos solos, responsáveis por transformar o Brasil em um dos maiores produtores mundiais de alimentos. Destruir as florestas é, portanto, colocar em risco a economia. 
   O texto em discussão no Congresso atualmente abre brechas na legislação aumentar o desmatamento, prejudicando nossas perpectivas futuras de prosperidade. O Brasil não precisa desmatar para produzir mais; tem condições econômicas e tecnológicas para alimentar os brasileiros – e o mundo – preservando também seu maior bem para as futuras gerações: a natureza. Agora é a hora de transformar o cenário em realidade. O Brasil tem tudo para ensinar aos outros países como se desenvolver sem destruir as florestas.
   O Greenpeace acompanha os ataques ruralistas ao Código Florestal há anos. É natural que as leis sejam revistas de tempos em tempos, mas não de maneira torta. Uma lei não pode se adaptar aos interesses de um único grupo, nem anistiar de forma irresponsável crimes do passado: a anistia é a premiação do crime – e a indicação que o desrespeito vale a pena no Brasil. 
   Com o conhecimento acumulado em uma década de atuação na Amazônia e em campanhas que envolvem o agronegócio brasileiro, propomos cinco pontos a serem contemplados no texto em discussão: 
  • Manutenção dos atuais índices de Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente, mas permitindo e apoiando o uso agroflorestal dessas áreas pelo agricultor familiar;
  • Obrigação da recuperação de todo o passivo ambiental presente nas Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal, não aceitando a anistia aos desmatadores, mas apoiando economicamente aqueles que adquiriram áreas com passivos para que recuperem essas áreas;
  • Desmatamento Zero em todos os biomas brasileiros, com exceção dos casos de interesse social e utilidade pública, consolidando a atual tendência na Amazônia e bloqueando a destruição que avança a passos largos no Cerrado e na Caatinga;
  • Tratamento diferenciado para a agricultura familiar (segundo a lei 11.326/2006), incluindo os agricultores da Amazônia, de várzea ou terra firme, que têm no equilíbrio ambiental um dos pilares da sua sobrevivência na terra, com apoio técnico público para recuperar suas áreas e gratuidade de registros;
  • Criação de políticas públicas consistentes que garantam a recuperação produtiva das áreas protegidas pelo Código Florestal, com a garantia de assistência técnica qualificada, fomento e crédito para implantação de sistemas agroflorestais, garantia de preços para produtos florestais e pagamentos de serviços ambientais. 
   Além disso, agricultores familiares poderiam somar suas áreas de preservação permanente e de reserva legal e, no caso do passivo, ele poderia ser calculado de acordo com a versão do Código Florestal que valia na época do desmatamento.

Record Monster: Monstrinhos criados com antigos discos de Vinil:

1 de abril de 2011 | Nas Categorias: Design Sustentável | Por: Guilherme Augusti Negri



A empresa Record Monsters idealizada pelos designers Andrew Hyde e Matthew Wettergreen transforma antigos discos de vinil em monstrinhos super bacanas.
Cortando o disco em pequenas partes como se fosse um quebra cabeças, estas peças são destacadas e montadas criando modelos em 3D de insetos, dinossauros e animais. O resultado é bem interessante.

Assista o video abaixo e entenda como é o processo: (caso você esteja lendo via RSS ou E-mail clique aqui para visualizar o video)



Este video também é a apresentação do empreendimento no site Kickstarter. A Record Monsters esta com captando recursos através do crowdfunding para comprar novos equipamentos e aumentar sua produção. Se você quiser participar, é só acessar oKickstarter e apoiar o empreendimento.








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Sobre o autor:

Reciclagem

A reciclagem de materiais descartados compreende basicamente as seguintes etapas:

  • Coleta e Separação (Triagem por tipos de materiais (papel, metal, plásticos, madeiras etc.).
  • Revalorização (Etapa intermediária que prepara os materiais separados para a sua transformação em novos produtos).
  • Transformação (Processamento dos materiais para geração de novos produtos).

Símbolo da Reciclagem

Contribua para a reciclagem das suas embalagens! Adote a simbologia de Reciclagem!
A embalagem é uma importante ferramenta de comunicação, que pode ser trabalhada como instrumento de Educação Ambiental.
Por meio do Pictograma da Reciclagem, o consumidor poderá identificar de maneira rápida e fácil que a embalagem é reciclável e que deve ser descartada seletivamente visando facilitar o seu encaminhamento para a indústria recicladora.
Orientações sobre a aplicação de simbologia de reciclagem (Site ABRE – Associação Brasileira de Embalagem)
A identificação da embalagem com o respectivo símbolo do material que a compõe contribui para a sua correta separação. Adote esta simbologia e contribua para o crescimento da reciclagem no Brasil!

Tipos de reciclagem

A reciclagem de materiais tem três versões básicas:
  • Reciclagem Química
  • Reciclagem Mecânica
  • Reciclagem Energética

Reciclagem Química

A reciclagem química reprocessa plásticos, transformando-os em petroquímicos básicos: monômeros ou misturas de hidrocarbonetos que servem como matéria-prima, em refinarias ou centrais petroquímicas, para a obtenção de produtos nobres de elevada qualidade.
O objetivo da reciclagem química é a recuperação dos componentes químicos individuais para a reutilização como produtos químicos ou para a produção de novos plásticos.
Essa reciclagem permite tratar combinações de plásticos, reduzindo custos de pré-tratamento, custos de coleta e seleção. Possibilita, também, produzir plásticos novos com a mesma qualidade de um polímero original.
Os novos processos de reciclagem química desenvolvidos permitem a reciclagem de combinações de plásticos diferentes, com aceitação de determinado grau de contaminantes (ex.: tintas, papéis etc.)
Existem vários processos de reciclagem química, entre eles a hidrogenação, a gaseificação, a quimólise e a pirólise:

Reciclagem Mecânica

A reciclagem mecânica consiste na conversão dos descartes plásticos pós-industriais ou pós-consumo em grânulos usados na produção de outros produtos, como sacos de lixo, solados, pisos, conduítes, mangueiras, componentes de automóveis, fibras, embalagens não-alimentícias e muitos outros.
Estima-se que no Brasil sejam reciclados mecanicamente 15% dos resíduos plásticos pós-consumo.
As etapas básicas desta forma de reciclagem são as seguintes:
  • Sistema de coleta dos descartes (coleta seletiva, coleta municipal, catadores);
  • Separação e triagem dos diferentes tipos de plásticos;
  • Limpeza para retirada de sujeiras e restos de conteúdos;
  • Revalorização (produção do plástico granulado).

Reciclagem Energética

A Reciclagem Energética é hoje uma realidade e uma importante alternativa no gerenciamento do lixo urbano.
É a tecnologia que transforma o lixo urbano em energia elétrica e térmica, um processo que aproveita o poder calorífico contido nos plásticos para uso como combustível.
Além de criar novas matrizes energéticas, países que adotam esse processo reduzem substancialmente o volume de seus resíduos — um benefício incalculável para cidades com limitações de espaço para a destinação do lixo urbano.
País sustentável é aquele que, entre outras atitudes, cria meios possíveis para o tratamento correto do lixo urbano. A Reciclagem Energética é um processo praticado em todo o mundo há mais de 20 anos. Atualmente, mais de 150 milhões de toneladas de lixo urbano são tratados por ano em cerca de 750 usinas de Reciclagem Energética implantadas em 35 países, gerando mais de 10.000MW de energia elétrica e térmica.
As usinas de Reciclagem Energética utilizam todo tipo de plástico como combustível e são adotadas largamente em países como EUA, Japão, China, Coreia do Sul, Malásia, Itália, França, Suíça, entre outros. Só no Japão existem 249 usinas. Na Suíça, 27. No Brasil, infelizmente, nenhuma.



quinta-feira, 28 de abril de 2011

Curiosidades: Chaveiro de Tartaruga viva é moda na China!


   O Global Times fez uma reportagem chocante sobre como chaveiros com animais vivos estão fazendo sucesso na China. Os modelos são vendidos na porta dos metrôs e estações de trem – e o cliente pode escolher se quer uma tartaruga ou um par de peixinhos vivos.

   Os saquinhos do chaveiro só tem 7 cm de comprimento e os vendedores alegam que os animais pode sobreviver meses na água “rica em nutrientes” na qual são colocados.

  Além do absurdo que é manter animais presos em um espaço minúsculo, aparentemente a atividade não é ilegal no país. A reportagem do Global Times contou que 10 chaveiros, 9 de tartarugas e um de peixes, foram vendidos em cinco minutos. A parte boa (ou menos triste) é que muitas dessas pessoas disseram ter comprado para soltar os animais.


Notícias: Piauí apresenta um dos piores desempenhos do País nas obras de esgoto do PAC:


  O Piauí é um dos Estados que apresenta a maior lentidão nas obras do Programada de Aceleração do Crescimento (PAC), segundo relatório "De Olho no PAC", feito pelo Trata Brasil, instituto que investiga as obras de saneamento do país. O estudo aponta que após 4 anos da implementação do programa, apenas 20% dos recursos foram liberados e somente 4% das obras em andamento no estado piauiense.

   O Trata Brasil revela que o Piauí, além de possuir os menores níveis de avanço físico e atraso na liberação dos recursos, concentra poucas obras, e estas de valores baixos, quando comparado aos demais Estados brasileiros. O Ceará, por exemplo, recebeu cerca R$ 203,04 milhões; Pernambuco, 124,3 milhões; Rio Grande do Norte, 194,3 milhões, enquanto o estado piauiense recebeu R$ 102,04 milhões.



  No Brasil, apesar dos recursos liberados terem atingido 40,9% dos investimentos previstos nas obras voltadas a esgotos do PAC nos maiores municípios, os entraves continuam impedindo um avanço mais rápido e apenas 4% dessas obras foram concluídas até final de 2010. A se manter este ritmo, muitas obras só terminarão próximo a 2015.

  O acompanhamento é feito sobre uma amostra de 101 obras voltadas a Esgotos - redes de coleta e sistemas de tratamento - nos municípios maiores que 500 mil habitantes e que totalizam R$ 2,8 bilhões em investimentos. As informações são obtidas através de consultas e solicitações formais à Caixa Econômica Federal, BNDES, SIAFI, relatórios oficiais do PAC e Ministério das Cidades.

   O resultado compreende os avanços no período de Dezembro de 2009 a Dezembro de 2010 e revela, principalmente, que das 101 obras monitoradas, 4 delas foram concluídas, 22 estão atrasadas e 11 sequer foram iniciadas. Ao contrário do que previam os balanços oficiais do PAC, de que 60% das obras estariam concluídas até 2010, mais da metade das obras monitoradas não avançaram além dos 40% do cronograma físico até o final de 2010.

   O estudo mostra também que aumentou o número de obras em estágio mais avançado (entre 60% e 99% de execução), mas, em contra partida, duplicou o número de obras paralisadas (de 15 obras neste estágio em 2009 passou a 30 em 2010), como pode ser visto no gráfico abaixo. O maior aumento ocorreu na região Nordeste - das 39 obras na região, 6 estavam paralisadas ao final de 2009 e em dez/2010 foram constatadas 16 obras nesta situação.

   Mesmo possuindo a maior quantidade de obras (41), a região Sudeste foi a que apresentou o maior avanço na execução - de 31,9% (até 2009) para 57,3% (final de 2010). A região Centro-Oeste, por sua vez, apresentou a menor evolução nas obras (7,9% para 12,9%). Nas 101 obras, o andamento médio saltou de 19,7% ao final de 2009 para 35,3% em 2010.

  O gráfico abaixo mostra que o avanço das obras na região Sudeste (57,3% na média de execução) distorce os resultados gerais. Sem ela, o avanço médio de 35,3%, para o conjunto das obras, cai para 25,1% ao longo de 2010.


   No que se refere aos recursos liberados, o monitoramento mostra que houve liberação de 40,9%, no conjunto das 101 obras. O maior progresso também ocorreu na região Sudeste onde 57% dos recursos foram liberados. Já a região Sul teve a menor liberação (24,1%). 

 Também neste caso, o avanço do Sudeste distorce a média geral, pois ao se retirar esta região, a média de recursos liberados cai de 40,9% para 33,3%.

  Édison Carlos, Presidente Executivo do Instituto Trata Brasil, comenta: "Não estamos generalizando os resultados para todo o conjunto do PAC, que é muito mais amplo. No que se refere a esta amostra de obras que monitoramos, voltadas a Esgotos e nos maiores municípios, os resultados mostram que a coleta e tratamento dos esgotos tende a ficar melhor nas regiões já melhor atendidas e continuar precária por mais tempo nas regiões mais carentes destes serviços."


Lave a mão - mas salve um peixe:


 Fechar a torneira enquanto escova os dentes, não deixar o chuveiro ligado antes de entrar no banho, tomar cuidado com vazamentos na pia… Todo mundos abe que a gente tem que evitar desperdício de água, certo?

  Mas isso não significa que a gente não escorregue as vezes e deixe a água correr pelo cano à toa…

 Daí vem a ideia do “Poor Little Fish”, ou Pobre Peixinho: apelar para o lado emocional e tentar fazer as pessoas prestarem atenção no que gastam.

  O aparelho nada mais é do que uma espécie de aquário, projetado pelo designer Yan Lu. Enquanto você usa a água, vê o nível dela diminuindo e pensa: “não posso matar esse pobre peixinho!!” (ok..você pode pensar o que quiser. Mas acho que eu pensaria isso – daí o nome do produto, não?).

  É claro que a ideia não é torturar o animal: o nível da água volta ao topo quando você desliga a torneira.  E também não há motivo para ter nojinho: há dois encanamentos separados, assim a água que sai para você lavar as mãos/escovar os dentes é limpa, enquanto a água no aquário não está de fato sendo jogada fora (ela fica rodando, só para dar o efeito visual do desperdício que você está gerando com a verdadeira torneira aberta).

Comigo funcionaria.. :)

A bicicleta reciclada dobrável:



Observem designe dessa bicecleta o que quanto é chamativa e uma bela ilustração. Foi criada pelo o designer Omer Sagiv criou a “ReCycle Me”, uma bicicleta dobrável de plástico reciclado. Calma, fãs de trilha, lama e aventura: a bike é para uso não-radical nas cidades. Ela tem suspensão embutida e pode ser dobrada para caber dentro do armário. Facilidade, praticidade e um bom exercício físico.